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Até 2011, um em cada 2 brasileiros terá computador, diz FGV
10/05/2008
SÃO PAULO (Reuters) - A penetração de microcomputadores no Brasil deve dobrar nos
próximos três anos, de acordo com uma estimativa divulgada nesta quinta-feira pela Escola
de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até 2011, um em cada dois
brasileiros terá um computador, segundo o estudo.
Com uma média de crescimento nas vendas de PCs de 16 por cento ao ano, índice
considerado "conservador" pelos organizadores da pesquisa, a base instalada de
microcomputadores deve dobrar dos atuais 50 milhões de equipamentos para 100 milhões.
Como a população cresce algo como 2 por cento ao ano, teremos 200 milhões de
brasileiros, o que equivale dizer que a penetração será de 50 por cento", explicou o
professor Fernando Meirelles, em entrevista à Reuters.
Hoje, a penetração dos PCs é de 26 por cento dos brasileiros, índice que este ano
superou a média mundial, de 21 por cento. No ano passado, quando as vendas de
microcomputadores no país saltaram 42 por cento, o Brasil ficou praticamente empatado com
a média mundial, mas neste ano avançou cinco pontos percentuais.
Em 2008, a previsão de crescimento das vendas é de 28 por cento, segundo a pesquisa.
Por isso, Meirelles considera a média anual de 16 por cento de alta nas vendas
"conservadora".
Ele ainda salienta que o índice leva em conta "a manutenção do cenário atual" de
dólar retraído, medidas de incentivo do governo, oferta de crédito e economia estável.
Ao final de 2007, o Brasil tinha uma base instalada de 45 milhões de
microcomputadores, entre empresas e residências, número ao qual foram adicionados 5
milhões vendidos entre janeiro e abril deste ano. Segundo Meirelles, um terço das vendas
atuais corresponde a notebooks e dois terços a computadores de mesa.
LINUX AINDA É MINORIA
O avanço do sistema operacional Linux nas máquinas foi pequeno em 2007, de acordo com
a pesquisa da FGV. Nos servidores, por exemplo, máquinas que respondem pelo coração de
uma rede corporativa, o Linux passou de 17 para 18 por cento do total.
Ao mesmo tempo, o Windows avançou de 63 para 65 por cento, enquanto o Novell perdeu
espaço, de 5 para 2 por cento.
Nos microcomputadores, a situação ficou estável e o Windows da Microsoft continua
presente em 97 por cento das máquinas pesquisadas.
Esta foi a 19a versão do estudo, que ouviu 4,4 mil empresas de médio e grande portes
todos os segmentos.
Fonte: Taís Fuoco (VEJA ON-LINE)
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